Prioridades: as deles e as nossas

Políticos, principalmente os mais populistas e carismáticos, têm uma habilidade ímpar em pintar todos os assuntos, decisões e discussões como se fossem sobre política, e mais especificamente sobre eles próprios, e convencer um grande número de pessoas disso. Vacina? Assunto político. Empregos? Assunto político? Inflação? Assunto político.

Mais do que isso, toda a classe política, unida em uníssono, consegue sempre colocar suas prioridades à frente das prioridades de toda a população, começando pelo sem fim de privilégios a que só eles têm direito e passando pela manutenção destes privilégios, mesmo nos momentos mais duros para os outros brasileiros. Estão aí a manutenção dos fundos eleitoral e partidário e os aumentos dos salários de políticos, no ano passado, que não me deixam mentir.

Por fim, os políticos fazem sempre com que os assuntos de seus interesses furem a fila das decisões que o país precisa tomar — e muitas vezes, são tomadas por eles mesmos. Assim, todas as decisões importantes no Congresso estão paralisadas há meses, primeiro em função das eleições municipais e, mais recentemente, pelas disputas pelas presidências e cargos-chave na Câmara dos Deputados e no Senado.

Pois bem, agora que os políticos já cuidaram da parte que interessa a eles, é hora de exigirmos que foquem no que importa para nós, a população, avançando imediatamente em projetos fundamentais para melhorar a vida dos brasileiros, a começar por:

– Reforma Administrativa — para eliminarmos privilégios e liberarmos recursos para programas de auxílio aos mais necessitados e para não termos de pagar ainda mais impostos;

– Independência do Banco Central — para reduzirmos a taxa de juros e o custo do dinheiro para todos os brasileiros;

– Privatizações — para pouparmos recursos públicos, abatermos dívida pública, limitarmos a corrupção e melhorarmos a qualidade dos serviços para a população;

– Reforma Federativa — abolindo municípios que não se sustentam, liberando para Saúde, Educação e Segurança recursos que hoje vão para prefeituras e câmaras de vereadores;

– Reforma Tributária — para simplificar nosso manicômio tributário, reduzindo custos administrativos e barateando produtos e serviços no país;

– Prisão de condenados em segunda instância — para reduzir a impunidade no país, que deve crescer após a extinção da força-tarefa da Lava-Jato, no Paraná;

– Reforma Política — começando pela extinção dos fundos partidário e eleitoral, redirecionando recursos para Saúde, Educação e Segurança;

– Reforma do Judiciário — acabando com a indicação política de juízes do STJ e STF.

Só há uma forma desta agenda de interesse dos brasileiros tornar-se prioridade também dos políticos: se os eleitores, em massa, cobrarem isso dos políticos, deixando claro que não reelegerão ninguém que não lutar por ela. Será que os brasileiros estão dispostos a lutar para fazer com que as nossas prioridades tornem-se também prioridades dos políticos? Ou continuaremos deixando-nos dividir e manipular por eles, enquanto eles defendem seus próprios interesses, ao invés dos nossos?

Ricardo Amorim, autor do bestseller Depois da Tempestade, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

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Economista mais influente do Brasil de acordo com a Forbes, maior influenciador brasileiro no LinkedIn e ganhador do Prêmio iBest de Economia e Negócios.

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